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    abril de 2019
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    janeiro de 2020

Grand Prix de Formule 1 de Monaco

De uma notoriedade considerável, esta espetacular "corrida na cidade", que se desenrola num ambiente de grande energia, é uma das etapas mais convincentes do Campeonato do mundo de condutores.
Mudanças de velocidade aos milhares num labirinto de rails, a curva mais lenta do Mundial, os mecânicos mais rápidos do mundo: o Grande Prémio de Mónaco vai encher-lhe os olhos.

Um pouco de história

O Grande Prémio de Mónaco é uma das mais antigas e prestigiosas corridas de automóvel. Disputa-se no Principado de Mónaco, num circuito urbano concebido em 1929 por Antony Noghes, filho do presidente do Automóvel Clube de Mónaco e sob os auspícios do Príncipe Louis II de Mónaco. Esta criação respondia ao desafio de organizar uma competição no território exíguo de Mónaco (cerca de 1,5 Km2 na altura), condição exigida pela Comissão Desportiva Internacional para que o Automóvel Clube de Mónaco fosse reconhecido internacionalmente.

Antony Noghès, na qualidade de Comissário Geral, foi encarregado de ir a Paris apresentar a candidatura do Automóvel Clube de Mónaco. Infelizmente regressou dececionado, porque os senhores do AIACR consideraram que o Clube realmente organizava muitas provas desportivas, mas estas não se desenrolavam em território monegasco. Aos trinta e cinco anos, Antony Noghès, ferido no seu amor próprio, acabava, com todo o entusiasmo da sua juventude, de se lançar um desafio fantástico: criar uma prova de automóvel no território nacional, isto é, na cidade.
Mas seria possível pôr em prática esta ideia de um circuito de velocidade na cidade?

Antony Noghès pesou os prós e os contras durante dois anos. Finalmente decidiu confiar o seu projeto às únicas pessoas de quem sabia poder esperar uma opinião relevante e objetiva: Louis Chiron para o plano desportivo e Jacques Taffe para o plano técnico.  

Depois foi preciso convencer a Sociedade de Banhos de Mar a participar e assegurar o financiamento da prova. O seu administrador, Sr. René LEON, percebeu todo o interesse desta prova e libertou os fundos necessários. Nenhum país no mundo terá um tal circuito!
Seis meses mais tarde, a 14 de abril de 1929, o Príncipe Pierre inaugura, com uma volta de honra efetuada a bordo de um Torpedi Voisin, conduzido por Charles Faroux, o diretor da corrida, o circuito do 1º Grande Prémio de Mónaco. Em Mónaco, 16 viaturas na grelha de partida tiradas… à sorte: 8 Bugatti, 3 Alfa Romeo, 2 Maserati, 1 Licorne, 1 Mercedes SSK. O Inglês «Williams» chegado demasiado tarde para participar nas sessões de treino oficiais, ofereceu-se, na madrugada de sábado, um treino pirata que levou todo o Mónaco ao rubro. «Williams» ganha o Grande Prémio num Bugatti 35 B de cor verde em 3h56’11 tendo efetuado 100 voltas à velocidade média de 80,194 k/h.

Até a guerra começar, a corrida arranca e confirma de ano para ano o seu sucesso. No entanto, é interrompida por dez anos, durante o conflito mundial e nos primeiros anos que se lhe seguem. É em 1948 que Mónaco recomeça o seu Grande Prémio que ressoa nos anos 50 com os nomes de Fangio ou de Maurice Trintignant…
A 15 de abril de 1958, LL.AA.SS. o Príncipe Soberano e a Princesa Grace de Mónaco dignaram-se honrar com a Sua presença a inauguração da nova sede e assinar o livro de ouro. Era no número 23 du Boulevard Albert 1er, sede atual do clube.

Nos anos 60 e 70, Jacky Stewart ou Jean-Pierre Beltoise assumiram o comando, depois Alain Prost, Ayrton Senna ou Ricardo Patrese nos anos 80, enquanto os anos 90 viram chegar o reinado sem par de Schumacher.
Hoje, o Grande Prémio de Mónaco mantém a diferença, como em 1928: o seu circuito de cidade continua a deliciar os 100 000 telespetadores de todo o mundo. O circuito de Mónaco serpenteia à volta do porto Hércule, nas ruas de Monte-Carlo e de La Condamine, engrenando curvas apertadas no meio de rails de proteção: não existe qualquer folga entre a pista e eles, contrariamente aos outros circuitos, o que implica a presença de gruas em vários pontos para limpar os monoespaços destruídos o mais rapidamente possível.  

Ainda hoje as provas do Automóvel Clube de Mónaco são organizadas no maior respeito pela tradição e inovação, sempre com essa vertente de audácia que caraterizava os seus criadores e pioneiros dos últimos séculos… Os pilotos rivalizam pela excelência para negociar um percurso extremamente técnico. Os maiores nomes da corrida de automóvel foram célebres aqui, desde Fangio nos anos 1950 até Schumacher nos anos 1990. Por seis vezes Ayrton Senna vencerá esta corrida mítica e entrará na lenda do Grande Prémio de Mónaco. 

Automóvel Clube de Mónaco: Awards F1

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